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| Ruta 14, Argentina. |
Quem pesquisa na internet sobre viagens de carro pela Argentina certamente já leu histórias sobre a famosa Ruta 14 que corta as Províncias vizinhas do Brasil (Misiones, Entre-Ríos e Corrientes).
O que mais se fala é sobre problemas com a Polícia Caminera, incluindo relatos de corrupção e ameaças.
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| Resultados da busca do Google apresenta os problemas com a polícia já nos primeiros resultados! |
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| Rotas&Rutas no Posto da Polícia Caminera de Entre-Ríos. |
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| Mapa e explicações sobre os caminhos a seguir. |
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| Região da fronteira entre Santo Tomé e São Borja. |
Nós, do Rotas&Rutas, já percorremos muitos quilômetros nesta região e decidimos compartilhar nossa experiência para contribuir com os futuros viajantes brasileiros que cruzam a fronteira.
A primeira coisa, para quem deseja pegar as estradas argentinas, é portar todos os documentos e equipamentos obrigatórios. De posse do documento do veículo, carteira de habilitação, Carta Verde e 2 triângulos e um cambão, NADA a TEMER.
O segundo passo é seguir as normas de trânsito; circular com os faróis acesos, respeitar os limites de velocidade e os locais para ultrapassagem.
De fato, havia muita reclamação e denúncias de corrupção na Ruta 14. Em 2007 uma série de matérias realizadas por jornais de grande circulação de Buenos Aires e Porto-Alegre apontaram os casos e diversas medidas foram tomadas. Muitos policiais foram removidos de suas funções e o controle sobre as ações policiais ficou mais rígido.
Na prática, os casos diminuíram muito e se tornaram exceção. Nós, em milhares de quilômetros já rodados na Argentina, tendo atravessado a fronteira em diversos pontos (Foz/Iguazu, Bernardo de Irigoyen/Dionísio Cerqueira e São Borja/Santo Tomé), nunca tivemos nenhum problema com a polícia.
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| Praça de Pedágio de Pedritas, na Ruta 14. |
Já rodamos a R14 inteira, desde o início em Ceibas (vindo de Buenos Aires), até Bernardo de Irigoyen, na fronteira entre Brasil, Argentina, Paraná e Santa Catarina. Essa rodovia é o caminho mais curto para quem vai a Buenos Aires, Rosário e Paraná e Santa Fé. Muitos motoristas acabam "fugindo" e escolhem a Ruta 12, que vai de Foz do Iguaçu, acompanhando a divisa com o Paraguay. A R12 na verdade é o melhor caminho apenas a quem vai para Corrientes e segue sentido norte da Argentina, como Salta, Jujuy e sentido Atacama.
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Trecho em obras da Ruta 14 (em 2012), próximo ao acesso a Uruguaiana e no trevo com a Ruta 127, melhor caminho para quem vai a Paraná, Santa Fé e Córdoba.
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O grande problema da R14 é, na verdade, o estado atual da rodovia; muitos trechos estão em obras de duplicação e o alto fluxo de veículos, principalmente caminhões, acaba tornando a viagem mais lenta e perigosa em alguns trechos. O projeto é a transformação em Autopista, entre Gualegay e Paso de Los Libres.
Ou seja, problema de corrupção policial não é mais a regra na R14; pode acontecer, mas deve ser combatido por todos, assim como pode acontecer em qualquer província argentina ou em qualquer estado brasileiro. As exceções, cada vez mais raras, não podem ser a regra.
E, para fechar, não vamos esquecer: a maior parte da R14 está em ótimo estado, principalmente ao norte de Uruguaiana, onde se pode fazer média de 110 km/hora facilmente.
E uma observação final para quem deseja curtir ao máximo a 14, atravessando a fronteira em Bernardo de Yrigoyen (boa opção para quem vai/vem de Curitiba, interior de São Paulo, capital e outras): os últimos quilômetros não são asfaltados! Quem vem subindo a 14 sentido Brasil, em San Pedro deve pegar a Ruta Provincial 20 e depois a RP 17, à direita, até chegar novamente ao final da 14, chegando a Bernardo de Irigoyen.
Boa viagem é pé na estrada! Dale!