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19/01/2012

Diário de Bordo - dia 14 | Os últimos quilômetros da volta pra casa


Décimo quarto e último dia da viagem. De São Borja a Curitiba. Mais um dia de céu azul e sol. Veja as imagens do diário de bordo e confira: TODOS os quatorze dias, da saída de Curitiba, atravessando a Argentina, cruzando a Cordilheira dos Andes até o Pacífico e toda a volta foram com céu azul e sol!

O plano inicial era refazer o caminho da ida, o mais curto entre as cidades, via União da Vitória, Erechim e Passo Fundo.
Relaxados e na expectativa de percorrer os últimos quilômetros da viagem, passamos da saída para Erechim, em Passo Fundo. Na hora de fazer o retorno, em posto de gasolina, o dono do posto recomenda: por que não vão por Vacaria e pegam a BR-116? É o caminho que todos fazem. mesmo sabendo que era um pouco mais longo (+ 60 km), resolvemos experimentar este trecho.
A esperança é que trafegando por uma rodovia maior, grande eixo de ligação do sul do Brasil, com concessão da OHL - Autopista Planalto Sul, poderíamos ganhar tempo. Estávamos enganados: até Vacaria a estrada tem trechos com muitas curvas e a média de velocidade diminui bastante. E a BR-116 tem vários trechos em obras, com sistema "pare-siga' e as paradas são bem demoradas. Na ida, fizemos 955 km em aproximadamente 12 horas; na volta 1.010 em 14 horas! Ou seja, para ir a São Borja ou Uruguaiana, não vale à pena a 116.

De todo modo, muita alegria ao chegar em casa, com a sensação de ter vivido uma experiência inesquecível. Uma gostosa sensação de missão cumprida e de realização; e um gostinho de quero mais. Impossível não pensar na próxima.

Foram quase 7.000 km de aventuras, visuais incríveis e um impagável contato com paisagens, culturas e pessoas diferentes. Faríamos tudo de novo, com certeza.

No mapa abaixo, as ROTAS e RUTAS traçadas em janeiro de 2012.


Exibir mapa ampliado

Diário de Bordo - dia 13 | De Rosario a São Borja

Décimo terceiro dia de viagem foi dedicado exclusivamente à rota de volta pra casa. Rosario é a terceira cidade argentina em número de habitantes, depois de Buenos Aires e Córdoba, com aproximadamente 1 milhão de pessoas.

Hotel Holiday Inn Express Rosario, Argentina.

É uma cidade com ares de metrópole e não de interior, apesar de nem ser capital de Província (Santa Fé). Está ligada aos principais pontos do país por grandes Autovias, como a "Córdoba-Rosario", pela qual chegamos, pela Autovia "Rosario-Santa Fé" e pela "Rosario-Buenos Aires".

Para sair no sentido norte-nordeste, rumo ao Brasil, a melhor opção é seguir à cidade de Victoria, através de uma rodovia nova, um dos orgulhos da engenharia argentina. Os 60 km entre as cidades são tomados pelo Rio Paraná e seus afluentes, numa região parecida com um grande "banhado".
Através de um complexo de pontes e terraplanagens, as duas cidades foram ligadas através da "Puente Rosario-Victoria", inaugurada em 2003.


Dados técnicos dessa incrível obra:
  • Longitud total: 59,4 km
  • Puentes: 12,282 km
  • Terraplenes: 47,149 km
  • Longitud de puentes
    • Puente principal: 608 m
    • Viaducto acceso oeste (lado Rosario): 1.122 m
    • Viaducto acceso este (lado Victoria): 2.368 m
    • Puentes en zona de islas: 8184 m, incluyendo seis cursos navegables
  • Terraplenes de 47,149 km, por refulado

Dirigir 60 km sobre rios, numa área de preservação do Rio Paraná foi uma experiência incrível, mas ao mesmo tempo um pouco preocupante. Não existe posto de gasolina, nem qualquer tipo de serviço. Nem casas, nem nada! Cheguei a marcar: a cada 5 ou 6 km existe um poste de SOS para emergências; graças a Deus não precisamos!

A partir de Rosario, seguindo por Victoria, existem várias opções para seguir até Paso de Los Libres, mas são estradas pouco conhecidas, mesmo para argentinos; no hotel e postos ninguém sabe dizer qual a melhor opção, nem estado das estradas.

Então, para ajudar quem pretende rodar por esta região, compartilhamos detalhes deste roteiro: Depois de Victoria seguimos para Nogoyá, pela Ruta Provincial RP 26; em Nogoyá pela Ruta RP 39 até o "empalme" com a Ruta 6 sentido Villaguay até a Ruta Nacional RN 18. Pegando a RN 18, viramos à direita e rodamos direto até "agarrar" a famosa RN 14.

Neste trecho, as estradas são boas, com imperfeições no asfalto, pouco movimento e quase nenhum serviço. Rodar sempre com tanque acima da metade e completar onde encontrar posto de combustível (com pesos; impossível encontrar algum posto que aceite cartão nesta região).
Chegando à RN 14 (importante corredor do Mercosul) as coisas não melhoram. A RN 14 está em obras de duplicação e até Paso de los Libres está horrível (início de 2012) e deve permanecer assim por um bom tempo, levando em conta o ritmo (quase parado) das obras. Atenção e paciência neste trecho!


Depois de Paso de los Libres / Uruguaiana continuamos reto sentido Santo Tomé / São Borja (quase 200 km). A aduana em Uruguaiana é muito movimentada e desorganizada, especialmente em janeiro, com muitos argentinos entrando no Brasil rumo às praias de Santa Catarina.
Em Santo Tomé as coisas são mais organizadas e tranquilas. A RN 14 neste trecho está ótima e é fácil fazer média de 110 km/h em todo o percurso. Ou seja, entrando nesta aduana roda-se mais com gasolina argentina mais barata, em estrada melhor, com pouco movimento e trâmite mais tranquilo; muito mais prós do que contras. Na vinda fizemos o mesmo e vale à pena!

Chegamos no final da tarde, atravessamos a aduana sem problemas (direto nas cabines), rápida e cordial revista no porta-malas pela Polícia Federal brasileira e pronto: de volta ao Brasil, via São Borja. Ficamos no Hotel Al-Manara, com direito a um ótimo filé gaúcho com arroz, salada e batata-frita! (a Hanna ainda pediu uma porção de feijão para matar a saudade). Descansar para, no dia seguinte, voltar para Curitiba!

11/01/2012

Diário de Bordo - dia 07 | Santiago, via Cordilheira


No sétimo dia de viagem chegamos a Santiago, no Chile. Refizemos boa parte do caminho do dia anterior e avançamos, atravessando a fronteira entre Argentina e Chile (Paso Los Libertadores) e chegamos à linda capital chilena.

No caminho, as incríveis belezas da cordilheira do lado argentino e mais os impressionantes "caracoles' chilenos.

Depois de quase 6 horas de viagem (contando a burocracia das aduanas e várias paradas para fotos) entramos na região metropolitana de Santiago.

A chegada é caótica, como em qualquer grande cidade do mundo; as autopistas que dão acesso à cidade não levam naturalmente ao centro, como em cidades menores. Túneis com saídas pouco sinalizadas confundem quem não conhece a cidade; até o GPS se atrapalhou e pediu conversões dentro do túnel para avenidas que estavam acima de nós.

No centro, o agito tradicional das metrópoles, mas finalmente chegamos ao destino: esquina das ruas Londres e Paris. Vários hotéis na região para todos os tipos de bolsos: desde Blue Tree 5 estrelas até hostels básicos para mochileiros.

Escolhemos o Vegas Hotel, bem na esquina famosa do Bairro Londres, Paris. É região histórica da cidade, com construções clássicas super bem conservadas. A alguns passos da agitada Av. Libertador O`Higgins e do calçadão com inúmeras lojas e muito movimento.

Amanhã, mais alguns quilômetros até Viña del Mar e Valparaíso. Dale!

05/01/2012

Diário de Bordo - dia 01 | De Curitiba a Santo Tomé (ARG)

Carro abastecido e carregado na véspera. Quando o despertador tocou às 05:00 da manhã imediatamente lembrei: é hoje! O dia da esperada saída chegou. Às 06:00 já estávamos no Contorno Sul de Curitiba rodando os primeiros dos 950 quilômetros do dia.

O trecho de União da Vitória até a divisa do Paraná com Santa Catarina foi, com certeza, o pior trecho que pegaremos em toda a viagem.

Para compensar, a rodovia BR-153 em SC e RS está ótima.
Com sol, passamos por Erechim e Passo Fundo ouvindo no rádio as gaitas e versos que falam da querência e enaltecem as façanhas da "pátria gaucha"; #curti

Antes de chegar à fronteira, destaque para a região das Missões, com suas ruínas jesuíticas e muita história. Na foto acima, imponente portal de acesso a São Miguel das Missões, próximo da BR-285.
Por fim, antes das 18:00 chegamos a São Borja-RS, divisa com Santo Tomé-ARG. Visitamos alguns hotéis e decidimos (ainda com sol forte) fazer os trâmites de imigração e já dormir na Argentina.
A cidade de Santo Tomé, Provincia de Corrientes, é notadamente fraca em infra-estrutura, mas o Hotel Casino Condado se destaca fácil (abaixo).


Depois do jantar, um sorvete na "Dulzura", ótima pedida para uma noite quente a duas quadras do hotel (experimente o "Toblerone", com avelãs!). E ainda deu tempo para perder alguns pesos no Casino.

Agora, recarregar energias porque amanhã tem mais umas 8 horas de estrada até Paraná/Santa Fé. ;)
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Dicas:
São Borja tem a maior oferta de hotéis da região, mas os preços não são convidativos, especialmente no verão, devido ao grande fluxo de argentinos que cruzam a fronteira rumo às praias catarinenses.
Entre os mais básicos, Hotel Executivo, no centro, por R$ 130,00 a diária. Hotel beeem simples; só para desmaiar e sair cedinho no outro dia.
Uma boa opção é o Al Manara; prefira a ala nova, onde o sinal da internet é melhor. Diárias na faixa de R$ 140,00 a R$ 160,00 e um atendimento muito simpático.
Se quiser gastar um pouco mais, o Hotel Casino Condado é uma ótima escolha, com a vantagem de já acordar na Argentina e pegar a estrada sem burocracia. ;)

04/01/2012

Diário de Bordo - dia 00 | O frio na barriga

Já ouvi várias vezes: "Vocês vão de carro para o Chile?? Mas de avião tá super barato!" De fato, as passagens aéreas estão cada vez mais baratas, especialmente para destinos na América do Sul.
Mas optar por viajar de carro não é uma questão financeira; é estilo de viagem.
Ir de carro não é viajar para um destino; é ir viajando por vários.
É ver pela janela a mudança de paisagem, de clima, de costumes.
Ir de Curitiba até o Chile de carro é atravessar praticamente toda a região sul do Brasil (em um dia!); é sentir o friozinho na barriga para passar a Aduana (mesmo com todos os docs em ordem).
É dirigir infinitas retas argentinas, em estradas muito melhores que as nossas, com gasolina e pedágios mais baratos.
Ir até o Chile de carro significa atravessar a Cordilheira do Andes, a quase 4.000 metros de altitude e descer os "caracoles" chilenos até Santiago.
Viajar de carro é uma experiência incrível, que todos deveriam experimentar; a liberdade de parar numa cidadezinha linda ou numa estrada com uma vista linda e não ter que se preocupar com "os horários da excursão", típicos das viagens de "pacotes".
Sou muito mais a liberdade de escolher "o que", "quando" e "onde" visitar. "Como" eu já escolhi: é de carro.
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Amanhã, 05/01/12, saímos de Curitiba rumo a Santiago, no Chile.
Todos os preparativos estão ok:
- Documentos em ordem: Carta Verde, cnh, docs pessoais e do veículo, etc.
- Equipamentos obrigatórios: 2 triângulos, kit de primeiros socorros, cambão.
- Cartões e alguns pesos argentinos e chilenos no bolso.
- Disposição para encontrar muitas novidades e paisagens.

No primeiro dia, 950 km até São Borja, RS, na fronteira com Santo Tomé, ARG.
Rota escolhida: BR476, BR153 e BR285, indo por São Mateus do Sul, União da Vitória, Erechim, Passo Fundo, região das Missões até São Borja.
Acompanhe aqui também: twitter/neyqueiroz e twitter/rotaserutas

08/12/2011

Diário de Bordo | Expedição Aconcágua 2012 - apresentação



A Expedição Aconcágua 2012 está começando. A viagem terá aproximadamente 13 dias, no mês de janeiro de 2012.
A partir de agora, você acompanha todas as etapas que envolvem uma viagem de carro que terá como ponto de partida a cidade de Curitiba-PR, Brasil, atravessando a Argentina, cruzando a Cordilheira dos Andes na região do Parque Aconcágua (pico mais alto das Américas; pico mais alto do mundo fora da Ásia), chegando até o Oceano Pacífico, no Chile.

Acompanhe o diário de bordo, desde a preparação, organização de documentos, roteiro, planejamento de paradas e todas as etapas para "viajar" junto com a Expedição Aconcágua 2012! Seja bem-vindo!